17 de maio de 2026

ROTA DAS FEIRAS RÚSTICAS DE ANIMAIS

 ADAB: As Múltiplas Ações com Ênfase em Feiras Rústicas Semanais de Animais


ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DE 08 A 16 DE MAIO DE 2026

RESPONSAVEL: Nourivaldo Cruz - Técnico em Fiscalização Agropecuária
Motorista Acompanhante: Rodrigo




COLABORADORES DA ADAB - Paulo Sérgio ( DIRGER), Guto, Débora, Roberto (DDSA), Prinz (Coord. Aglomerações) Aldo (Pesco), Kelly (Gerente) Agapito (Fiscal) João Paulo (Gerente), Carina Melo (Gerente), Daniela (assessora), Paulo Monte Santo (auxiliar) , Leandro (auxiliar), Cassia (auxiliar), Asterio (Técnico Araci)

COLABORADORES EXTERNOS: Gustavo ( Seagri Macururé, Jackson (Seagri Uauá), Fernando ( Seagri Araci), Mário ( Conceição do Coité)


TERRITORIOS ENVOLVIDOS:

SISAL: Conceição do Coité, Araci, Tucano

SEMIARIDO NE II: Cipó, Euclides da Cunha

AGRESTE DE ALAGOINHAS E LITORAL

NORTE: Crisopolis

SÃO FRANCISCO: Uauá

ITAPARICA: Macururé


​As feiras rústicas de animais representam muito mais do que um simples ponto de transação comercial; elas são o coração da cultura sertaneja e um centro de convergência de informações em tempo real. No cenário das feiras semanais, a área de comercialização se transforma em um palco onde a tradição, a estratégia e a modernidade se encontram.
​Para o produtor rural, a feira já começa no exato momento em que a anterior termina. Não há pausa no pensamento: o planejamento de onde buscar as cabras, ovelhas, vacas ou bois já começa com a prática do dia a dia. Esse "pensar a feira" é uma atitude constante que molda a rotina do produtor rural, seja ele comerciante ou intermediário. Antes mesmo do sol nascer no dia do evento, o produtor já vive o processo através de escolhas antecipadas.



















​Nesse processo de preparação, o antigo isolamento cede lugar a uma ligação total com o mundo. Entre o manejo do rebanho e a organização do transporte, a família camponesa está sintonizada. O acesso às redes sociais, à TV e aos vídeos curtos faz com que a informação circule sem barreiras. Se um fato importante, como um foco de febre aftosa, ocorre em qualquer lugar do planeta, ele chega de imediato aos olhos e ouvidos do produtor, influenciando diretamente suas decisões de compra e venda.
​Nas conversas entre os produtores, a "prosa" ganha novos contornos, alimentada pela agilidade do mundo do celular:
• ​Vigilância e Alerta: O compartilhamento de notícias sobre sanidade animal que circulam nos grupos de mensagens eleva o nível de consciência sanitária e vigilância coletiva.
• ​Saberes Cruzados: O conhecimento antigo do sertanejo se cruza com as novidades técnicas que chegam pelas telas, permitindo uma análise crítica e imediata dos riscos e oportunidades.
​A ADABGEOcircul@ÇÃO e a Aproximação com as Feiras de Gado na Bahia
​Neste cenário de efervescência, insere-se o projeto ADABGEOcircul@ÇÃO que, sob o escopo do Núcleo de Suporte ao Cadastro Pecuário, gera variantes cruciais para o cadastramento de Eventos de Aglomerações.
​A aplicação prática deste projeto no cotidiano das feiras rústicas manifesta-se através de ações diretas em campo, facilitando a atualização cadastral imediata de produtores e animais. O sistema processa as informações das aglomerações, garantindo que cada evento semanal esteja devidamente registrado e monitorado sob a ótica da defesa sanitária.
​É preciso pontuar que, embora as feiras rústicas sejam tradições que vêm se mantendo ao longo das décadas, elas conservam um brilho singular que muitas vezes passa despercebido pelo poder público. Existe uma distinção fundamental que o Estado precisa enxergar com maior nitidez para preservar a essência desses espaços, sem perder de vista a necessária legalidade:
• ​As Feiras Especializadas: São eventos pontuais, muitas vezes voltados para a exposição de elite, genética de ponta e grandes negócios de balcão. Têm seu valor, mas operam em uma lógica distinta de mercado.
• ​A Feira Semanal e Rústica: Esta é a que prioriza o dia a dia local. Ela é a engrenagem que movimenta a economia de subsistência, o pequeno comércio e o sustento da família camponesa. É nela que a vida acontece de forma orgânica e contínua.
​Mesmo diante das graves dificuldades estruturais, essas feiras mostram uma força de resistência impressionante. A atenção do poder público não deve ser estritamente fiscalizatória, mas sim de fomento e melhoria das condições para quem faz o sertão produzir. É nesse contexto de valorização do cotidiano que o projeto ADABGEOcircul@ÇÃO atua: não para burocratizar, mas para dar suporte, orientação e visibilidade a essa dinâmica essencial.
​ Rota Territorial (08 a 17 de Maio de 2026)
​Neste intervalo, a rota cumpriu o papel de levar o Núcleo de Suporte ao Cadastro Pecuário para dentro dessa realidade pulsante. A equipe percorreu os territórios onde o bovino, o caprino e o ovino são as moedas de troca e o símbolo da resiliência local, seguindo o calendário tradicional das cidades visitadas:
• ​Sexta-feira (08/05 a 15/05): Conceição do Coité


• ​Sábado (09/05): Tucano e Euclides da Cunha


• ​Segunda-feira (11/05): Araci e Uauá


• ​Terça-feira (12/05): Macururé


• ​Quarta-feira (13/05): Cipó e Crisópolis


​1. Conceição do Coité: Mobilização, GTA e Parceria Técnica
​A jornada iniciou-se na sexta-feira, dia 08 de maio de 2026, em Conceição do Coité, onde a movimentação nos currais já demonstrava a força da pecuária regional. Foram contabilizados 403 animais da espécie bovina, provenientes do próprio município e das cidades vizinhas de Valente e Retirolândia, evidenciando o papel da feira como um centro de convergência territorial. Adjacente ao setor dos grandes animais, a presença de caprinos e ovinos também foi significativa, com aproximadamente 123 cabeças registradas.
​Neste cenário de intensa atividade, a equipe da ADAB, representada pelo Técnico em Fiscalização Agropecuária Nourivaldo Cruz, foi recebida por Mário, representante da prefeitura local, que manifestou total receptividade. O impacto da presença do Núcleo de Suporte ao Cadastro Pecuário foi imediato: em poucos minutos, dezenas de produtores e comerciantes se reuniram para ouvir as orientações técnicas.
​Na sexta-feira seguinte, dia 15 de maio, dando sequência ao trabalho e garantindo a continuidade das ações, o contato estreito com o fiscal da Unidade Local (UVL), Roberto Agapito, foi fundamental. Ainda que de forma tímida, três expositores já emitiram guias oficiais para a feira — um avanço importante que sinaliza a adesão gradativa dos proprietários locais à nova rotina documental.
​Formalização e Vigilância Digitalizada
​Como parte das ações práticas, foi realizado no local o preenchimento do Termo de Vigilância Digitalizado. Foram emitidos mais de 15 termos, detalhando:
• ​Descrição dos Currais: Registro físico das estruturas de aglomeração.
• ​Controle dos Animais: Quantificação e identificação das espécies presentes.
• ​Dados do Produtor: Inserção de contatos atualizados e informações cadastrais.
​A Dinâmica da GTA na Feira Rústica
​A orientação repassada aos produtores buscou desmistificar o uso da Guia de Trânsito Animal (GTA), focando na regularidade sanitária:
• ​Chegada e Permanência: Ao chegar, o documento garante a origem e a saúde do rebanho.
• ​Caso não haja venda: O produtor deve retornar para sua propriedade com a devida guia, mantendo o histórico de movimentação atualizado.
• ​No ato da venda: Caso o negócio seja concretizado, emite-se a guia para o próximo proprietário.
• ​Isenção de Taxas: Foi esclarecido que as guias de destino e origem (mesma titularidade) não geram custos. O pagamento ocorre apenas quando há mudança de proprietário, caracterizando a transação comercial.
​O Papel do Responsável Técnico (RT) nos Eventos
​Conforme a legislação estadual, o RT atua como o guardião técnico do evento, possuindo exigências e atribuições específicas:
• ​Qualificação Obrigatória: Deve ser médico veterinário autônomo, devidamente capacitado e habilitado pela ADAB.
• ​Controle de Fluxo e Presença Integral: Responsável por fiscalizar clinicamente a entrada e a saída de cada animal e conferir as vacinas, permanecendo no recinto desde o recebimento do primeiro lote até a saída do último.
• ​Emissão de Documentação: Possui competência para operar os sistemas oficiais e emitir a GTA no próprio pátio, garantindo rastreabilidade real e segurança jurídica nas transações.
​Articulação Institucional e Operacionalização
​Após o diagnóstico em Coité, os passos seguintes focaram na formalização administrativa. Os procedimentos de cadastro do estabelecimento e do evento no sistema oficial foram direcionados ao Gerente Territorial, o médico veterinário João Paulo, e ao fiscal Roberto Agapito.
​Dentro da estratégia de transição, sugeriu-se que, enquanto o RT autônomo do município estivesse em processo de habilitação, o servidor Roberto Agapito assumisse temporariamente a função de RT. A medida garantiu a continuidade do controle e a segurança técnica sem desamparar o produtor.
​Para o futuro sustentável do pátio de Coité, pactuou-se um plano em três etapas junto à prefeitura: indicação de um médico veterinário municipal, capacitação técnica integral realizada pela ADAB e, por fim, a autonomia operacional do profissional no pátio da feira.
​Tucano e Euclides da Cunha
​O sábado, dia 09 de maio:
​Tucano: Alerta Sanitário e Intervenção Necessária
​Apesar de possuir uma tradição de longos anos e movimentar uma média expressiva de aproximadamente 600 animais das espécies caprina e ovina, a feira de Tucano convive com a ausência histórica do Poder Público Municipal.
​Os animais são confinados em currais frágeis, que servem apenas para delimitar espaços improvisados. O pátio não é de uso público, pertencendo a um empresário local que cobra taxas dos produtores sem oferecer uma contrapartida estrutural mínima. Diante disso, criadores e comerciantes são forçados a expor e vender seus lotes em áreas abertas na beira da rodovia BR-116, gerando sérios riscos de segurança viária e ausência completa de controle sanitário ou de bem-estar animal.
Ação da ADAB: Diante dessa grave vulnerabilidade, a ADAB definiu uma linha de ação imediata. O Técnico Nourivaldo Cruz buscou a Secretaria de Agricultura de Tucano e, em diálogos estratégicos com o secretário local e com o colega Técnico da ADAB, Astério, formalizou uma solicitação para estudar a mudança da feira para uma área pública devidamente estruturada. A prefeitura será formalmente procurada e notificada para criar uma estrutura adequada de currais, permitindo o cadastramento do estabelecimento e a futura indicação de um RT.
​Euclides da Cunha: Rastreabilidade e Alinhamento Legal
​Em contrapartida, a feira rústica de Euclides da Cunha apresenta um horizonte promissor. O diagnóstico indicou que o município reúne condições para avançar na adequação plena de suas estruturas, alinhando-se às exigências da Portaria 55 da ADAB (normativa de aglomerações).
​Como ação imediata de monitoramento, a ADAB realizou o cadastramento da feira no sistema. A dinâmica de rastreabilidade funcionou na prática: dois criadores e comerciantes emitiram suas guias, inserindo mais de 70 animais no pátio. Identificados os produtores, a equipe de fiscalização passou a monitorar o desfecho das negociações para registrar o destino do gado (venda ou retorno). Como os expositores eram oriundos de Monte Santo, acionou-se imediatamente o servidor local daquela praça, o senhor Paulo, que de forma solidária contatou os produtores na outra ponta para encerrar e registrar com precisão o fluxo no sistema.
​3. Segunda-feira: Diagnósticos de Araci e Uauá
​A segunda-feira, 11 de maio de 2026, concentrou a fiscalização nas feiras de pequenos ruminantes de Araci e Uauá.
​Araci: Fluxo Ativo e Necessidade de Requalificação
​Uma análise detalhada revelou que a feira de Araci possui uma magnitude expressiva, concentrando cerca de 600 pequenos ruminantes (ovinos e caprinos). Contudo, a atividade econômica confronta-se com a precariedade jurídica e estrutural do espaço, que também opera em caráter privado com cobrança de taxas em currais frágeis. A feira mantém seu fluxo dinâmico como ponto de referência para a agricultura familiar, demonstrando alto potencial para o alinhamento com as diretrizes do Núcleo de Suporte ao Cadastro Pecuário assim que resolvida a questão de sua infraestrutura básica.
​Uauá: Crise Urbana e a Grande Mobilização Social na "Terra do Bode"
​Sendo reconhecida nacionalmente como o maior polo de caprinocultor da região e comercializando animais inclusive para fora do estado, a feira de Uauá registra uma presença massiva de rebanho. Todavia, constatou-se que não existe a presença de currais públicos ou ordenados no local do comércio. Os animais são negociados diretamente nas amarrações ou em estruturas improvisadas, muitas vezes sem sequer serem retirados dos veículos de transporte.
​O comércio acontece em uma área urbana vulnerável, colada a residências e a um posto de saúde local. O acúmulo de dejetos e o forte odor da aglomeração invadem constantemente as casas e o posto médico, gerando um grave problema de saúde pública e conflito comunitário.
Ação da ADAB e Desdobramento Político: A intervenção da ADAB foi firme. A fiscalização emitiu notificações oficiais e realizou uma reunião contundente com o Secretário Municipal de Agricultura, o senhor Jackson, deixando registrada em ata a total inviabilidade de o evento continuar acontecendo naquele cenário.
​O peso técnico do relatório provocou uma reação imediata no Poder Executivo: o prefeito de Uauá convocou imediatamente a sociedade representativa (associações de criadores, produtores e lideranças) para planejar a mudança definitiva do local da feira. O secretário Jackson já alinhou os indicativos de mudança em uma reunião oficial na sexta-feira, dia 15 de maio, definindo inclusive a indicação do Responsável Técnico para otimizar o novo espaço. Cabe agora à Gerência Territorial da ADAB acompanhar atentamente os próximos passos dessa transição para garantir o cumprimento da Portaria 55.
​4. Terça-feira: Intervenção Crítica em Macururé
​Em Macururé, a estratégia logística foi fundamental: a equipe pernoitou na cidade, hospedando-se a apenas 300 metros do pátio, o que permitiu ao Técnico Nourivaldo Cruz iniciar os trabalhos de campo logo cedo, exatamente às cinco horas da manhã, flagrando o momento crucial do desembarque dos animais.
​O cenário encontrado revelou severas irregularidades do ponto de vista sanitário e de bem-estar animal:
• ​Abate Irregular e Clandestino: Constatou-se a prática de abate de caprinos dentro do próprio recinto da feira, violando frontalmente as leis sanitárias e colocando em risco a saúde dos consumidores.
• ​Maus-Tratos no Transporte: Flagrou-se animais sendo transportados de forma cruel nos bagageiros de ônibus de linha intermunicipais.
• ​Informatização Zero: Foram emitidas diversas notificações a produtores devido à ausência total de GTAs e à falta de atualização cadastral.
Ação da ADAB: Diante da gravidade, provocou-se um encontro imediato com o Secretário de Agricultura de Macururé e com o veterinário cotado para RT. A Secretaria foi formalmente notificada e assumiu o compromisso de criar uma força-tarefa intersetorial envolvendo as pastas do Meio Ambiente, da Saúde e da Vigilância Sanitária Municipal para erradicar o abate clandestino no pátio. Além disso, a gestão municipal garantiu o envio do veterinário para capacitação na ADAB e comprometeu-se a retomar e finalizar as obras de um curral semiacabado na cidade para organizar as baias de comércio.
​5. Quarta-feira: Consolidação e Sucesso em Cipó e Crisópolis
​Diferente do cenário de pequenos ruminantes visitado nos dias anteriores, as feiras de quarta-feira em Cipó e Crisópolis trouxeram uma realidade focada na bovinocultura de grande porte, apresentando um nível de organização bem mais avançado e boa infraestrutura física.
• ​Cipó: Registra movimentação expressiva, com média de 500 bovinos por feira.
• ​Crisópolis: Mantém um fluxo constante e ordenado de cerca de 300 bovinos.
​Nessas praças, a regularidade institucional é um ponto forte: o servidor da ADAB está sempre presente. Embora o pátio de Cipó estivesse passando por um período de funcionamento um pouco fragilizado no controle de trânsito, a intervenção educativa coordenada por Nourivaldo Cruz nas últimas duas semanas transformou o comportamento local. O trabalho pedagógico surtiu efeito rápido, gerando um aumento significativo e ordenado na apresentação e emissão de GTAs, reestabelecendo a excelência técnica e a total rastreabilidade do rebanho comercializado.
​Considerações Finais e Leituras de Comportamento
• ​A Resistência Cultural e a Mudança de Paradigmas: Um dos maiores desafios diagnosticados em campo é de ordem cultural. A mentalidade arraigada de parte dos criadores baseia-se na lógica imediata: "Se eu já consigo vender meu animal aqui, por que a ADAB quer vir atrapalhar meus negócios?". Há uma barreira inicial na compreensão de que a regularização sanitária não é um entrave burocrático, mas uma ferramenta de segurança que agrega valor ao mercado e protege o patrimônio pecuário contra enfermidades.
• ​A Dinâmica do "Tempo Curto": Embora ocorram de forma contínua ao longo de 52 semanas no ano, as feiras rústicas possuem uma dinâmica temporal extremamente concentrada. Todo o universo de negociações, embarques e desembarques acontece rapidamente em uma janela de poucas horas — geralmente entre as 05h e as 10h da manhã. Essa velocidade exige das equipes fiscalizadoras uma atuação cirúrgica, ágil e pontual.
​Sugestões e Direcionamento Gerencial
• ​O Papel Indutor da ADAB após a Requalificação: Como visão técnica e pessoal, defende-se que a ADAB deve dar o primeiro passo logo após a requalificação física de cada espaço. Cabe à Agência assumir provisoriamente o gerenciamento inicial do pátio reformulado, trazendo a gestão pública municipal para junto de si para inseri-la na realidade prática da defesa. Esse acompanhamento servirá como um tutorado essencial até a chegada definitiva e consolidação do Responsável Técnico (RT) municipal.
• ​Infraestrutura Mínima de Suporte: É indispensável exigir que os ambientes das feiras sejam munidos de estruturas básicas de suporte, incluindo pontos de fornecimento de água e alimentação para os animais (garantindo o bem-estar durante as horas de exposição), além de instalações adequadas e banheiros públicos para os produtores, comerciantes e fiscais em serviço.


• ​Presença Fiscal Estratégica e Independente: Dada a importância socioeconômica e a rapidez com que as feiras operam, a ADAB pode e deve fazer-se presente de forma independente, com escalas programadas de seus fiscais e técnicos para o período crítico da madrugada (05h às 10h), independentemente da atuação ou da presença do RT local. Essa presença soberana do Estado assegura a auditoria do processo, coíbe desvios (como o transporte em bagageiros e o abate clandestino) e garante a conformidade com a legislação sanitária.

3 de janeiro de 2025

 

Por Noure Cruz

 

AQUI PENSANDO... 


Nada contra os gestores do passado!

Aliás,

Se Caldas de Cipó de fato ou Cipó de direito é bonita de qualquer forma porque tem seu próprio jeito...

Assim, tem motivos de sua bela longevidade baseada na história das sementes plantadas e que nenhuma foi abortada. Serviram para entendermos nossa mentalidade com o olhar voltado para trás na ideia de que pelo que foi e pelo que é se anuncia sempre o que será.

Com bons contadores da ancestralidade, sabemos que

O Padre Antônio Freire já enxergava algo que existia bem antes da mitológica ave ter caído pela última vez nas proximidades de uma fonte de água quente às margens do Rio Itapicuru;

Muitas migrações forçadas com origem em Cachoeira ou diretamente do Guiné fizeram a matriz africana fixar sobrevivência pelas freguesias além litoral, no Itapicuru: sesmaria de boas abrangências mesclando estas matrizes com os senhorios dos Rodrigues, Macedo, Brito e afins ou por outra linha de posse ou por sistema de criadagem;

Se na Década de 20 fez aparecer o primeiro automóvel em Cipó, foi preciso ferramentas de cortes de matos e fortes braços que mais tarde edificaram praças como a Juracy Magalhães e espantaram a feira de animais da futura fonte luminosa para os arredores do mercado, depois tamarineiro, depois matadouro e agora no jorro da Rua do jorro, fez também surgir o Grande Hotel e, quem estava na inauguração? Ribeirinhos do Rio Itapicuru, do Rio Quente, Rio Natuba, Rio Seco, Riacho da Ribeira, Massacará e outros ribeirinhos do Itapicuru. Pensavam que ia falar Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand, Guimarães Rosa... Risos.... Estavam também cheio de cavalos e vaquejadas.

Na Década de 30, ainda apogeu dos Tempos de Genésio Sales com a venda e comércio das Águas Thermais aos visitantes ilustres, outros aqui estavam alheios a toda mudança do oásis sertanejo sem desfazer-se do comércio local e haja caroás, cestos, redes, sisal e nem sabia ainda se poderia fazer redes de nós com subprodutos da indústria têxtil paulista;

E NAS DÉCADAS DE 30, 40, 50, 60 do século passado, nossos gestores, todos com perfil de engenharia civil e arquitetura, fizeram nascer quase que uma cidade planejada com ruas retas e planas e prédios historicamente corretos. Acho que a maior subida de morro cipoense são os 30 metros de Kulu a igreja católica. Claro que somos uma depressão, um vale. O vale do rio Itapicuru. Quem vem de Nova Soure ou Pombal já entra na paisagem, o grande Grande Hotel.

Estes gestores não podem nem reclamar se deixamos ou não os nomes registrados na história cipoense. Nossas ruas Petrônio Dantas Fontes, Helenauro Sampaio, Acioly Andrade são provas de que retribuímos por seus feitos.

As Décadas de 70/80 vieram recheadas de nomes fortes às vezes na retórica, vide Gelson Gil, às vezes nas frases rápidas e certeiras, vide Wilson Brito, meu padrinho, diga-se de passagem.

Destes, não se pode negar as estruturas sólidas da Beira Rio (Muros) e elevação das águas termais para a praça.

A partir das décadas seguintes e dias de hoje, as variações Morcego,



cupim foram desaparecendo e a multimistura se homogeneizou com as gerações ainda em transição.



Ser isto ou aquilo ainda prevalece no semblante de todos que circulam fora e dentro do centro cipoense expandindo pela Bahia, pelo Brasil e pela América latina, precisamente na Argentina, motivados pelas redes de nós e daí outras variações comerciais que se for adiante, já entra a China, o navio, os contêineres, os acessórios de celulares e pode se enxergar bons investimentos quando enxergamos em Cipó boas construções de casas para aluguéis aos eventos. Que bom!


Assim, nossas gestões devem ter múltiplos olhares e uma atenção especial para a gestão atual que dia e noite com seu controle remoto e muitas vezes presencial, faz acontecer um município diariamente e prova disso foi a ausência de uma oposição capaz de medir forças com base nas ações e obras do município.

11 de janeiro de 2023

 




A ONDA FAKE!

 

Frutifica um bom exemplo

O exemplo populacional atrapalhado. 

Quem é certo nem sempre tem razão 

O errado tem quase certeza:

O outro lado da história é o lado errado.

Nem sabemos mais o que é âncora que nos leva 

E o que é vela qual nos prende. 

Ninguém sabe quem é joio de boa origem 

Nem quem é trigo daninho.

Até chegou aqui na mente 

Uma história ao revés

De um lobo bonzinho

Um príncipe bom e um pirata honrado

Do Joãozinho e a Maria

Que comeram o dedo

Da dona bruxinha.

Lembrando Paulinho Pedra Azul.

 O mais certo é o mundo da impressão! 

Ter a impressão de que o outro está errado...

É o mesmo que ter consciência 

Do se achar confuso na leitura do outro. 

Às vezes penso na fúria dos deuses 

Daí, aparece Titãs: 

fecho aspas... 

"Que não é o que não pode ser que não é o que não pode ser que não é o que não pode ser que não é o que não pode ser que não" 

abre aspas. 

E que Brasil do presente, viu! 

O Ex-presidente com os filhos e as sementes mal plantadas 

Os frutos  das seitas religiosas,

A máxima repetida

"Ladrão, ladrão, ladrão"

Queremos nossa nação!

E o agronegócio rindo das marionetes

Tão bem sincronizadas

Que até o nado

Nada em desordem.

 

E a bondade da falácia do Ordem e Progresso?

Dilacera o Brasil

Em nome da falsa coisa acima de tudo

E falsas Coisas acima de todos!

Consideram que a democracia perdeu.

Perdeu feio|

O senso comum diz: 

Vai vendo" 

Nem a cachorra Baleia de Vidas Secas sonhou tão alto. 

Imaginava um campo repleto de preás 

Nada mais era que miragem. 

Ricas marionetes, 

vítimas de fake

Do Tio Sam

Filhos da Falsa república paranaense

Netos de "Pátria, Família e Liberdade"

Bisnetos do Café com Leite

Que guardaram sementes

Que foram mal plantadas

Isso nos anos 20

Do Século XX

Nos Anos 20

Do Século XXI

brotaram

E xingam, siliconizam-se

Batem nas mesas

Fazem arminhas

Não é que soube de uma senhora

96 anos, lamentos de dores, juntas

e viu no marchar 

A perna chegando ao joelho.

Gritando avante.

Ouço falar:

Um mal que vem pro bem.

Os caras das reservas também treinando

E só agora pude perceber

Para quem Cazuza escreveu

Seu Blues da Piedade:

"Agora eu vou cantar pros miseráveis

Que vagam pelo mundo derrotados

Pra essas sementes mal plantadas

(...)

Pras pessoas de alma bem pequena

(...)

Querendo sempre aquilo que não têm"

Teve? Apenas quatro anos

Graças ao Fake

Ao juiz rancoroso

Ao impeachment de Dilma

A prisão injusta de Lula.

 

Nada melhor que retomar uma fala de Janones...

"Lula atravessou a Praça dos Três Poderes e caminhou até o STF em defesa da instituição que lhe prendeu sem provas e que o impediu de velar seu neto de sete anos morto, e o seu irmão! Essa é a legenda, esse é o tamanho de nosso Presidente!"

 

 

Noure Cruz