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10 de junho de 2011

Trailer Oficial - Patativa do Assaré - Ave Poesia

Trailer oficial do filme "Patativa do Assaré - Ave Poesia" de Rosemberg Cariry. Breve nos Cinemas.
35mm - 84 minutos - 2007 - Brasil
Contato: cariri.producoes@uol.com.br
PRÊMIOS:
O Grande vencedor do 5ª Festival de Cinema de Belém - Melhor Filme.
Melhor Longa do Nordeste (BNB) - 17

2 de junho de 2011

Nourius assuntando

Quando interagia aulas, pegava aquele gancho das ideias políticas no sentido de que direita e esquerda, oposição e situação, conservador e liberal eram, tipo, sei lá e, encerro com a máxima que nada mais liberal que um conservador na oposição e nada mais conservador que um liberal no poder.

Assim, vamos construindo histórias e multiplicando saberes.

Como diz Ana carolina: É isso aí!!!!

20 de maio de 2011

Reportagem na Revista Carta Capital

"O Grande Hotel não foi um bom presente para Cipó", concorda Noure Cruz.
"O governo, não investiu em atrair turistas como fazia Genésio Salles, que possuía agência no RJ para trazer gente para cá.
Noure diz: Cipó não foi construída para seus habitantes.
Na época de Salles, os banheiros termais eram separados por "doenças de pele" e classe social: Uma das dez chalés podia ser utilizada pelos "pobres".

11 de maio de 2011

Arildo Leone, Carta Capital, Nourius e afins

Arildo é uma figura ímpar!
Responsável pela Milênio FM e arildoleone.com, disse:

"Pessoal!
Tenho uma carta bomba..."

A carta bomba não foi enviada por Osama, mas, a Revista Carta Capital, na qual, no artigo, fui um dos entrevistados.
A chamada é um estilo no qual todos tremem na base, do Cauanga ao Curral Novo e à cidade.
E comigo não era diferente quando secretário de Turismo, Cultura de minha Cipó.

Veja a matéria clicando aqui.

31 de março de 2011

Eudinourius

Eudinoure brinquei assim
Com uns bonecos que tomara por empréstimo:












Uma vez o Charles Chaplin
Fez-se Carlitos cá no sertão
No mundo dos"Tempos Modernos"
Sonhou está numa direção.


Viajou em uma jangada
De foz em foz entrou entrou pelo Rio Quente
A zabumba fazendo festa
Logo, logo deu foi gente

Aí não teve outro jeito
No terreiro misturou de vez
O pé de serra do Gonzaga
Enoque, samba de e, roquinglês.

A festa bem protegida
Por Lampião e Maria Bonita
Carlito foi-se embora
Disfarçado com pano de chita
Jumento se fez camelo
Sonho que vai, brincadeira que fica.

29 de março de 2011

CARTA DE UM CORDELISTA BAIANO AO PREFEITO JOÃO HENRIQUE


462 anos de Salvador


I
Meu querido João Henrique
Prefeito de Salvador
Eu escrevo essa cartinha
Para traduzir o clamor
Que não é somente meu
Mas de todo o eleitor.

II
Não escrevo com rancor
Nem busco aqui confusão
Falo pela maioria
Da nossa população
Que quer ver nossa cidade
Em melhor situação.

III
Não vou aqui relatar
Tudo detalhadamente
Quero apenas atentar
Para o desmando presente
De coisas essenciais
Dessa cidade carente.

IV
Desde a primeira gestão
Que o senhor nos prometeu
Cuidar bem da nossa urbis
Mas parece que esqueceu
Pois já são quase seis anos
Porém nada floresceu.

V
No Brasil de Norte a Sul
E também no além mar
A imagem de Salvador
Começou a declinar
Por culpa da sua gestão
Que não pode piorar.

VI
O abandono é total
Da Ribeira a Itapuã
De Cajazeira a Paripe
Sob os olhos de Iansã
Parece até que o senhor
Está pra lá de Teerã !

VII
Acho que vossa excelência
Está dormindo demais
A cada dia que passa
Vem se mostrando incapaz.
E a querida Salvador
Vai ficando para trás !

VIII
A sua avaliação
É bastante negativa
Porque você colou
Nossa cidade à deriva.
Dê no pé, desapareça
Levando sua comitiva.

IX
Falhas no transporte público
Os salários atrasados
Débito aos fornecedores
Os bairros abandonados
Buracos, lixo na rua
E os turistas assustados.

X
Aquele “velho metrô”
Aliás, digo atual,
Pelo andar da carruagem
É uma obra irreal
E agora representa
O seu grande inferno astral !

XI
Será que o senhor conhece
A Praça da Piedade?
Pois ali é o coração
Dos poetas, da cidade
Mas durante o seu governo
Tornou-se favelidade.

XII
O Jardim da Piedade
O antro da poesia
Transformou-se em favela
E agora é moradia
De pedintes e drogados
Seja noite ou luz do dia.

XIII
Não queira dizer que eu
Estou criando barulho
Perceba que o Pelourinho
Carlos Gomes, 2 de Julho
Campo Grande, Rua Chile
Parecem mais um entulho.

XIV
Vá visitar Nazaré,
Avenida Sete, Barra...
Veja de perto a desordem
Todo clima de algazarra.
Mas cuidado seo Prefeito
Ali o povo te agarra !

XV
Procure fazer a hora
Não espere acontecer.
Mas o senhor é teimoso
Não dá o braço a torcer
Sabe que já fracassou
E não quer reconhecer.

XVI
Esse tal PDDU
Rima com desarmonia
Favorece aos empresários
Vai de encontro à ecologia
E o IPTU, prefeito,
Haja tanta carestia !

XVII
Essa troca de partido
Já virou foi brincadeira
E o senhor não se dá conta
Que já está na ribanceira
Pois devolva a prefeitura
E volte a morar em Feira.

XVIII
Cadê o trem do subúrbio,
Não vai mais funcionar?
O povo da suburbana
Não aguenta mais penar
Justamente o eleitor
Que ajudou você ganhar.

XIX
E a prestação de contas
O que foi que aconteceu ?
Conte logo essa estória
O povo não esqueceu.
O dinheiro foi torrado
Ou o “gato” então comeu ?

XX
A SUCOM já não atende
Às queixas dos moradores
Que passam noites insones
Embaixo dos cobertores
A sofrer com o barulho
Dos barzinhos infratores.

XXI
Querido prefeito João
O senhor caiu no sono:
Salvador rima com lixo
Com sujeira e abandono
Tem cara de favelão
Parece terra sem dono.

XXII
O senhor é um sortudo
Conseguiu ser reeleito...
Tudo isso é brincadeira
Querido e nobre prefeito
O maluco aqui sou eu:
Um eleitor com despeito !

XXIII
O desgaste é tão visível
Que não dá para enganar.
Acho que o senhor precisa
Uma decisão tomar:
Entregar o cargo agora
Pra Luiza governar !

XXIV
Pois aqui eu me despeço
Do Astral Superior
Desejando paciência
Ao povo de Salvador:
O velho Tomé de Sousa
Com carinho e com amor !




FIM

Salvador, 29/03/2011
Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara.

17 de março de 2011

Nonsense Noure 5

Às vezes, estes scraps de NONSENSE Noure, na tradução: besteiras de Noure, são praticados em boa leitura, por quem não gosta de fazer comentários e quem gosta também, que copiam e colam.
A leitura serve para todos os gostos, até para quem não gosta de ler tudo. E quantos em mensagens privadas dizem que copiou para melhorar artigos acadêmicos...
Bom!
Imagine!


NONSENSE ou não, a recuperação da pintura da poesia de Georgina Erismann deu certo. Eu ainda não vi.
Sei apenas que uma ex-aluna com emoção, ligou para mim e disse além de mais um pouquinho, que a prefeitura atendeu o pedido e já coloriu o poema de Georgina.

Talvez tenha sido um dos últimos pedidos ou um dos primeiros. Sempre procurei ter mais ação e menos lamentação.
Quando enxergava por exemplo, aquela piscina de águas thermais à noite, ociosa, em mente só entendia o seu pleno funcionamento e, em ação com minhas parceiras assessoras e outros funcionários, levantamos iluminações e, está lá, funcionando, na carência apenas de um espaço digno para se beber e comer algo, visto que o que existe ainda se explora por favorecimento político, mas, quem sabe, um dia melhora.
Está na profecia do dia que o boi entrou na igreja. Vide no blog.
E a frase que eu mais ouvia era: - Oxe! Vai ser um antro de vadiagem e molequeira!
Até tinha solicitado na época uma sessão dos vereadores tomando banho, mas, não poderiam tirar o paletó.
O presidente era Gilberto e até deu um bom apoio, mas, não vingou. Jailton, o prefeito, até tomou alguns banhos. Não foi bom de marketing.
A sunga estava fora de moda.

Sim! Deu certo o pedido para melhorar a aparência de uma imagem em poesia, que pude pesquisar num jornal de 1937, dos arquivos da família Salles e colocar ali no muro do parque das águas em Cipó. Uma homenagem de Georgina Erismann de igual origem de Clarice Lispector, ucraniana e, de linda sensibilidade, à Caldas de Cipó, até porque era a pianista das tardes do casino nos tempos áureos das thermas cipoenses, nas quais, os turistas não podiam sair antes dos 21 dias completados para cura de possíveis enfermidades ou pela tranquilidade mesmo, do lindo espaço todo récem pintado de branco com quase tudo novinho em folha, que entre estas paisagens, estavam: grande hotel, balneário, praça, prefeitura e afins, qual conjunto arquitetônico, homenageia o clímax do modernismo de inspiração europeia, sem falar das águas cristalinas do Rio Itapicuru e as thermas.

Mais uma vez, posso dizer que ainda não vi. É claro que a poesia não vai trazer benefícios materiais ao bolso de cada cipoense. É um referencial visível e imaterial que ficará em registro nas mentes de quem curte a boa poesia e aí, estão inseridos, o turista e o cipoense. Sei apenas que uma ex-aluna, Claudia, inquilina de um bar, colocado em um local que tinha uma piscina que por não escorrer água, ficava por apodrecer, daí sugeri a instalação de quiosques. Com emoção, ligou para mim e disse além de mais um pouquinho, que a prefeitura atendeu o pedido e já coloriu o poema de Georgina.

Este pedido teve como pontos de partida: o olhar, a tristeza e a reclamação da sujeira através de um NONSENSE Noure do ORKUT, que chegou a quem leu, criou sensibilidade e buscou responsabilidades, ficando claro que sites de relacionamentos também prestam para uma boa utilidade pública.

Mais uma vez eu não vi e, estou esperando uma nova fotografia para substituir a que postei de meus arquivos, fotografada na festa natalina e, não consigo enxergar a linda poesia da boa ucraniana Georgina Erismann, que entre outras belas poesias, foi a autora do hino de Feira de Santana, na mesma época.

Obrigado!

11 de março de 2011

Carnaval

ESTES CARAS SÃO COMPLICADOS rs. É muito radicalismo.
O jovem e Gerônimo, este vai tocar em Cipó no carnaval, querem quebrar uma cultura que foi se aperfeiçoando ao longo dos anos.
Quem não desejar ouvir, tudo bem, mas, fica aí ofertado para reflexões e sugestões.
Ai, ai...



10 de março de 2011

OU ISTO OU AQUILO



E com a presença do programa Na Carona, em Cipó, caso fosse em tempos medievais, seria apedrejado e colocado sob os monturos do vajado. Na época, peguei o gancho do programa da TV Bahia que estaria filmando as águas thermais do Jorro e neste embalo, não podendo ter como ênfase as águas thermais de Cipó, até porque Tucano quem contratou e, Cipó foi na carona dos valores, mesmo as thermas sendo mais suaves e aprazíveis que as do Jorro em tucano e, é assim que falam os bons banhistas tradicionais, pude entre outras paticar a criatividade.


Récem reconhecidas as comunidades quilombolas da Várzea Grande, Caboge e Rua do Jorro, através de pesquisas de minha autoria. Neste embalo presencial da TV Bahia, pela oralidade dos mais velhos griôs quilombolas, planejei uma encenação nas margens do Rio Itapicuru na afluência com Rio Quente, separador das duas comunidades, tendo em João Romão, o contador da história de ligação entre as comunidades, deixando claro que foi de um banho no rio, que Maria Caboge e Nucêncio da Cruz namoraram e nesta e n'outras relações, surgiriam os remanescentes, hoje espalhados por toda região e alguns fincados nas referidas comunidades, com casamentos entre primos, coisa que lhes são característicos.

Daí, os bandeirantes com educadores oriundos de Itabuna, além de Tereza Rocha, mostraram a diversidade das atividades do grupo. Também veio do Calumbí, como sempre a sanfona de Carlinhos de seu Zé Verde, além da zabumba de Luduvico, presente em todos os eventos que eu organizava, tanto na época do Odara como na Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, na boa assessoria de Luana, Denda e Rosivânia, além da turma dos parques e afins.

Os trabalhos terminaram com a descida de rapel da repórter do Na Carona que se fez nervosa e os instrutores Bertinho e Gilian de igual maneira. A sorte que lá embaixo estavam seu Nelito e Profº Evandro que iriam receber a assustada jornalista e para a alegria de todos: tudo na paz!

O Making Off mais interessante foi na pizzaria Beijo Frio que ao se solicitar algumas cervejas tipo skol, bebidas quentes ou afins, não teria no momento. Chamando o amigo Alberto Leone, proprietário, pude dizer por baixo das cortinas que em cidade turística não se pode dizer que não tem. O que custaria pular a janela da pizzaria e correr em direção a Nina, Kulu ou Zé do Clube para pegar a bebida em carência no momento. E foi assim que aconteceu.

O programa foi apresentado em junho e na época, Arildo zangado comigo e que Deus o proteja sempre que é uma figura folclórica e de raiz em nosso município, com suas tecnologias que vão da Voz do Cine Leone ao Twitter, colocara em tom de chateação: -Como é que pode. Só se viu pouco das águas thermais. cadê você secretário. E lá fui edentre muitas vezes, explicar alegremente e descontraído que o dinheiro pago foi da prefeitura de Tucano e que Cipó pegou este embalo e nos embalos do sábado Na Carona, na carona seguimos com nosso documentário e a nova mentalidade de cultura que estaria nascendo naquela época: o advento das comunidades quilombolas.

Sei apenas que Tucano nem aumentou e nem diminuiu a presença dos ônibus que dioturnamente aparecem com o turismo das águas thermais e que de igual maneira, Cipó nem aumentou, nem diminuiu a tranquilidade da praça em silêncio, por esta filmagem e que ficou sim, um caminho aberto para ampliação de conhecimentos culturais da população cipoense e dos universitários e pesquisadores de vários lugares.
 

7 de março de 2011

Gerônimo

O olhar de Gerônimo é como a História:
pelo que está sendo, anuncia o que será.

Eu não concordo.
Acredito que as coisas vão melhorar no tempo de meus tataranetos.
Se acontecer realmente assim, volta a Roma antiga no tempo de Calígula.

2 de março de 2011

kBRUNO

Pai,

Parabéns!

Não conseguiu passar na 2ª fase da UFBA, mas, de malas prontas em direção a UNIJORGE. Psicologia em todos os vestibulares é a opção de seus sonhos.
Não que queira buscar a fábula de La Fontaine, a raposa e as uvas, mas, entender que neste mundo de rapidez tecnológica, temos que também caminhar a passos largos e a busca do conhecimento é muito exigido neste nascer do 3º Milênio.
Bem vindo ao mundo do 3º Grau.
Não é em 3D, mas é superior e o novo, faz-se necessário refletir e caminhar sem temer os obstáculos porque você vai vencer e, sua mãe, como tudo se transforma em lágrimas, buscando a velha fórmula de Lavoisier, com este momento não é diferente, onde a alegria é o bom referencial de uma Lucinha que faz questão de intitular, meus filhos, minha vida.
Brenão também torce em conjunto e todos aqueles que estão nos limes de seu conhecimento e, entre eles, os parentes, a madrinha, o padrinho, seus avós e Cia. Aliás:
A LEA JACTA EST!

21 de fevereiro de 2011

Aconteceu! Virou Manchete!!

Sim!!

Presidente de associações Juarez e Ministra da Igualdade Racial Luiza Bairros


Aconteceu o encontro do Coletivo Dois de Julho no Bahia Mar Hotel, que significa entre outras coisas, a plenária do Deputado Federal Luis Alberto, com presença entre outros, da Ministra da SEPPIR, Luiza Bairros.


A quem interessasse pudesse, teria três minutos de fala e mesmo chegando já em andamento, fiz inscrição entre os 13 falantes.

A fala foi produzida enquanto estava sentado, ouvindo alguns outros e ao me chamar, destreinado de microfones, disse para quebrar este frisson, que o mundo atual na ligeireza da vida, é interessante, onde estava ali sentado e entendi que o twitter nos limita a 140 letras, o facebook 420 letras e o encontro aqui, três minutos ou 180 palavras e pude dividir em três partes, onde:

No primeiro minuto, me apresentei entre outras coisas, como representante da ASTEFIRBA e apontando as injustiças de nossos vencimentos quando comparados em percentual com outros e que vem diminuindo ano a ano.

No segundo momento pude falar de minha cidade e das questões sócio políticas...

No terceiro momento, afirmei que ano a ano, a nossa auto estima vai diminuindo o fôlego e já não se tem o mesmo gás como de antes, pedindo que se alguém encontrasse um melhor caminho para causar ânimos que oriente para tomar novas direções, novos encaminhamentos.

Fechados os três minutos, agradeci o espaço, ao deputados e aos presentes solicitando que revejam uma nova forma de seguirmos em frente nos avanços sociais.

19 de fevereiro de 2011

TEM QUE FAZER E REPASSAR!



A net tem disso: mandam coisas de Jesus, de Deus, Alá, Buda, Olorun, Iansã, Iara, São Noure, com pessoas pedindo ajuda, desaparecidos e às vezes, mesmo sem vontade de fazer em alguns momentos,  os medos fazem a gente ter que fazer, passar e repassar de forma impositiva e não solidária.
Um dia recebi um para ler e de imediato não consegui fazer a leitura e fui me afastando e li: falta de sexo causa cegueira.
Eu disse, bem não é comigo. rs.
E terminei por enviar para 20 pessoas e dizia o texto que se não enviasse virava a casaca. ai, ai.
Mandaram um até suave e não é que é curioso? Pede para digitar no google: teste da alma e clicar no primeiro nome da pesquisa e seguir adiante.
Ficou melhor do que leitura de mão na praia por cigana.
Mandaram enviar pra trinta e fui além, pra mais de 150. Huuuu!  Faça também e se não fizer, sei não viu... Ai, ai, ai.

18 de fevereiro de 2011

Você tem fome de quê?

Pude contratar por R$ 300,00, os bons trabalhos da Dilhill Produções, que ficaria encarregada das filmagens e dos pontos de cultura no roteiro: Cipó, Paiaiá, Itapicuru, Casa Grande do Barão de Geremoabo, engenhos de Ribeira do Amparo, Várzea Grande e Cipó.


Aqui fica registrado não a essência do documentário "Quilombolas: Nas oralidades transversais, mas, os bastidores para a produção".

Aconteceu que além do valor do contrato, a logística de almoço, jantar, café, merenda e afins, com possível dormida, da Dilhill, ficaria ainda por minha conta e os recursos já fora dos bolsos.

A ideia de passar por seu Nonô em Olindina, fruto de uma propaganda da Pombal FM, foi o login da viagem e a umbuzada, a senha.

Às oito da manhã, já ouvindo barulhos de giardias, endamoebas e ascaris pela barriga de Hill, não deu outra. A parada em seu Nonô resultou em quatro copos de umbuzada com bolo de leite para a dupla e, em seguida, a continuação das boas filmagens. Não mais que oito reais foram suficientes para o abastecimento.

As filmagens foram sucesso total e deu dez, doze, quinze, 17 e 18 horas e nem lembranças de que comeriam algo. No outro dia, ainda empanzinados pela umbuzada., a produção do filme, trouxe consequências brilhantes, já que estudantes, professores e cidades vizinhas a Cipó, câmara de vereadores, rádio comunitária, prestigiaram este bom material.

Em breve, estarei democratizando mais ainda, este bom documentário pelas linhas da grande rede e por enquanto, esta lembrança entre muitas outras nos analles das oralidades de um olhar.
 
Por enquanto, segue o artigo que vc vê clicando aqui.

11 de fevereiro de 2011

Boi não lambe

Ficam as coisas circulando sem mais nem menos... Eu hein!

Alguém neste espaço sabe dizer a frase que está num muro da entrada de Cipó? Não! Não é bem vindo a Cipó. Também não se trata do paraíso das águas thermais ou que ali esteve em prestígio aos bons ares, Genésio Sales, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand, Guimarães Rosa ou todos os cipoenses e passantes que se utilizam da entrada principal da cidade.
Sei que a frase é um pouco grande... É assim, tipo não sei o que. Parece que sei o final... Boi não lambe!
É isto? Pronto...
Encontrei apenas o final e queria saber toda, até uma imagem fotográfica postada para mim, seria suficiente.
Às vezes a gente fica com algumas possíveis besteiras na mente e deseja lembrar a qualquer custo. É que um turista procurou um nome de referencial na pista principal sobre nossa querida cidade e encontrou esta frase.
Não falo em nome da crítica, longe disso.
Quando o turista me falou, até argumentei que uma parte de Cipó tem boa relação com a pecuária e tem até uma feira de gado com a compra, não no peso, mas, no olhar e mesmo encostando, as boiadas são mansas e não lambem ninguém.
Também ficaria inadequado se mudasse para: o boi não lambe Cipó.
- E como eu posso colocar minhas imagens na net ao lado de frases que provam a existência das águas medicinais e o poder de cura já que minhas feridas cicatrizaram com o bom banho? - Indagou o turista.
Alguém pode oferecer alguma sugestão? O que quero mesmo é apenas a frase completa e é a unica frase postada de forma visível na rua principal da cidade que coincide com uma BR, a 110, ligadora de dois estados: Bahia... Pernambuco.
Enfim, solicitar do dono do muro, acho que é o amigo Marquinhos. É sim! A frase pode não ser dele, por se tratar de um domínio popular que passa de geração a geração.
O muro é, e é possível trocar em letras enormes para: "Caldas de Cipó de fato ou Cipó de direito. É bonita de qualquer forma, porque tem seu próprio jeito."

9 de fevereiro de 2011

Noure Cruz comenta:

Revisitando alguns arquivos agora a tarde, quatro bons amigos vieram pelas imagens, nas boas lembranças do Assentamento rural do Pioneiro.


IRMÃ CONSOLATA: Todos os dias pela boca da noite, era comum o motorista do carro da paróquia buscar a linda freira que hoje está no ceu e depois nós íamos tirar xerox de textos e interagir com os bons alunos do Pioneiro, com idade entre 10 e 90 anos.

NUTO: Também descansando no ceu, que mesmo com mãos trêmulas, participava ativamente das aulas, assim como todos os presentes que brincavam até às 22 horas de aprendizagem e sendo bons atores de teatro, quando encenavam Morte e Vida Severina e iam para a Igreja ou nalgumas cidades, fazendo apresentações. Pobre de seu Zé Zaroio que falei assim na igreja: quando eu acenar com o braço, o senhor pode baixar as mãos. E não foi que esqueci e ao final da missa, lá estava seu Zé Zaroio olhando para mim com as mãos pra cima e pra baixo.

DONA BENIGNA: E que coisa linda de se brincar. Eu dizia: Diga Árvore. Ela respondia: avre. Não dona benigna: á.r.v.o.r.e. Ela: avre. E não tinha jeito mesmo e o errado estava no meu jeito, querendo malinar na linguística da mentalidade dos tempos. Mas, numa reportagem, a mesma falara que lá era tudo parecendo bicho mesmo sem alegria e, as aulas deram felicidades ao local. Lembrei de Fabiano de Vidas Secas: Fabiano! Você é um homem.

O PIONEIRO: Inicialmente eu e Irmã Consolata e depois, minhas irmãs, a esposa e cunhada que de igual maneira, pelo crescimento da turma, aliaram-se a esta empreitada e continuaram nesta linda jornada pedagógica. E deu certo. O gerente do banco satisfeito e todos alegres por não precisarem mais colocar o dedão no lugar da assinatura de documentos.

Sem falar de meus alunos que muitas vezes dormiram no assentamento, (inicialmente precisando de notas, é claro, rs), fazendo coisas fora do normal deles, como, arrancar aipim pelas quatro da manhã, tomar café de pilão e passar milho no moinho. Alguns levavam às escondidas, biscoitos achocolatados, mas, descobertos, os biscoitos tinham destino certo: alimento para as galinhas e outras aves. Muitas eu soube pelos amigos do assentamento, que morreram de diabetes, dado o alto teor de açúcar, mas, aí, é uma outra história.
 
Também para uma lembrança geral, envio este vídeo: